O Segredo da Buganvília

 

Bougainvillea spectabilis Willd. (foto: Preen)


2 MINUTOS DE LEITURA

A Buganvília é uma vistosa trepadeira nativa da América do Sul, especialmente do Brasil, de cores intensas que variam do branco ao escarlate e que floresce praticamente ao longo de todo o ano.

Os tons vibrantes vêm de folhas especialmente modificadas (as brácteas) que cercam as pequeníssimas flores, sem valor ornamental.

Sua descoberta e coleta é atribuída comumente a Bougainville, oficial e navegador francês que em 1766 recebeu do rei Luís XV a missão de comandar uma expedição de circum-navegação ao redor do globo, e menos frequentemente a Philibert Commerson, um dos maiores naturalistas da época do Iluminismo que esteve a bordo do cargueiro Étoile, acompanhado de sua ajudante e amante Jeanne Baret, a primeira mulher a dar a volta ao mundo em um navio, e que, por força de uma restrição da marinha francesa que proibia o pernoite de mulheres nos navios da realeza, teve de se disfarçar travestida de homem!

Na biografia de Jeanne, reconstruída de forma magnífica pela professora britânica Glynis Ridley no livro 'O Segredo de JEANNE BARET', que antes de tudo se revela como um legítimo manifesto feminista, a autora traz à luz, de forma convincente, uma série de razões que apontam para o fato de que a descoberta da Buganvília deve ser atribuída a Jeanne Baret, contrariamente à versão oficial da história.

A Buganvília foi coletada em 1767 nas matas do Rio de Janeiro, e desde a expedição comandada por Bouganville foi introduzida na Europa e disseminada pelo mundo. Nas palavras da professora Ridley,  "as plantas literalmente floresceram em todo o mundo, com seus cultivares escalando jardins da Califórnia à Flórida; drapejando-se sobre varandas ao redor do Mediterrâneo; espalhando cores pelos jardins australianos, cidades indianas e resorts turísticos vietnamitas".

*Publicado em 26/11/2020



Cadastre-se

* preenchimento obrigatório