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Floração da "Pata-de-Vaca" (outono de 2016)


Flor de "Pata-de-vaca" (Bauhinia blakeana)

Oi amigos, tudo bem? No feriado de Corpus Christi estive na Lagoa Rodrigo de Freitas e pude observar a floração das árvores conhecidas como "Patas-de-vaca" (Bauhinia sp.), muito comuns na arborização urbana aqui do Rio de Janeiro, e que levam esse nome em referência ao formato de suas folhas.

Quem acompanha as publicações aqui do blog há certo tempo, deve lembrar que no outono passado fiz uma matéria trazendo detalhes interessantes dessas belíssimas árvores, que contam com mais de 300 espécies, podendo ser encontradas, só no Brasil, mais de 200 delas.

No post de hoje, trago uma foto em close up, não da folhagem, mas de uma flor da espécie Bauhinia blakeana, que, a exemplo de outras espécies do gênero Bauhinia, costuma atrair beija-flores, mas também zangões e pequenos insetos. Apesar da floração já ter se iniciado há algumas semanas, o registro ainda é válido, pois costuma durar alguns meses, chegando mesmo a adentrar o inverno.

A pista de corrida e a ciclovia que circundam a Lagoa Rodrigo de Freitas são muito utilizadas para a prática de atividades físicas ao ar livre, o que é bastante saudável. Que tal aliar sua próxima atividade a uma pausa para contemplar a floração dessa magnífica árvore? Aproveite para tirar uma foto e publicar nas redes sociais com a hashtag #avesarvores. Assim você guarda uma recordação para comparar com a floração do ano que vem e ainda ajuda a semear a consciência ambiental.



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Floração do Abricó-de-macaco


Abricó-de-macaco (Couroupita guianensis)
aleia Custódio Serrão - Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Oi amigos, tudo bem? No último sábado (12 de março), com alguns dias de atraso, fui conferir na aleia Custódio Serrão, no Jardim Botânico, a floração do Abricó-de-macaco (Couroupita guianensis), que ocorre normalmente nos meses de setembro a fevereiro.

Segundo o "Guia de Árvores notáveis - 200 anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro", organizado por Paulo Ormindo e ilustrado por ele e Malena Barretto, trata-se de "uma das mais notáveis árvores tropicais do mundo". 

Sua origem é controversa, mas é provável que seja nativa das Guianas, habitando as margens inundáveis de rios. "Couroupita", na denominação indígena, significa justamente "Guianas", onde teria sido encontrada pela primeira vez.

É de fato uma árvore de encher os olhos, além de ser muito peculiar: suas flores, de cor avermelhada, nascem diretamente do tronco.

Flores de Abricó-de-macaco (Couroupita guianensis)
(clique para ampliar)

Curiosamente, apesar de sua extrema beleza, não é indicada para o paisagismo, já que os frutos, que mais parecem uma bola de boliche ou de basquete, são muito pesados.

Os frutos têm uma polpa azulada e apresentam uma grande quantidade de sementes, muito apreciadas pelos animais, inclusive macacos, claro. Por sorte, consegui registrar um dos frutos caído no chão, com parte das sementes à mostra.

Fruto de Abricó-de-macaco (Couroupita guianensis)
(clique para ampliar)

Esse ano, ao contrário do anterior, parece estar sendo bem generoso com as árvores. Espero poder retornar em breve para trazer mais novidades a vocês. Até!



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E o Óscar vai para...o Jambo-vermelho!


Flor de Jambo-vermelho (Syzygium malaccense)

No último domingo (28 de fevereiro), enquanto as atenções estavam voltadas para as celebridades de Hollywood, a aleia Guilhermina Guinle, no Jardim Botânico do Rio, que fica próxima ao Orquidário, oferecia um espetáculo digno de várias estatuetas da Academia.

Antecipando-se à chegada do outono, exemplares jovens de Jambos-vermelhos (Syzygium malaccense) iniciaram sua floração, tingindo o solo de belos "tapetes" em tons purpúreos.

Segundo o “Guia de Árvores notáveis – 200 anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro”, o jambeiro é árvore nativa da Malásia que se adaptou muito bem no Brasil, embora não suporte os locais mais frios. Tem vida longa e porte mediano, podendo atingir até 20m de altura.

Normalmente, floresce nos meses de abril a junho e frutifica nos meses de junho a outubro, mas não foi o que aconteceu dessa vez, talvez por conta do fenômeno El niño que, sabidamente, interfere no clima da América do Sul, embora ainda não haja consenso sobre seu papel no aquecimento global.

As flores são descritas como de cor vermelha (daí o nome popular Jambo-vermelho), mas a verdade é que onde alguns enxergam o vermelho só consigo ver o rosa. Elas se destacam pelos longos e numerosos estames (folhas modificadas onde se formam os gametas masculinos da flor), que são os responsáveis por conferir o aspecto de "tapete", quando reunidos no chão.

"Tapetes" de flores de Jambo-vermelho (Syzygium malaccense)
(clique para ampliar)

Retornando ao Óscar, como é do conhecimento de todos, o ator Leonardo DiCaprio ganhou sua primeira estatueta (finalmente!). Em seu discurso falou sobre a ameaça das mudanças climáticas e declarou que não encarava as noites de premiação como algo garantido a se repetir no futuro.

Por essa razão, dedico o post de hoje em sua homenagem, aproveitando para convidar o leitor ao desfrute dessa "celebridade" do mundo natural que é o Jambo-vermelho, enquanto isso ainda é possível.



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