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Frutificação do Oiti


Frutificação do Oiti (Licania tomentosa)

1 MINUTO DE LEITURA

O Oiti é árvore nativa da Mata Atlântica, mais precisamente do Nordeste do Brasil. Foi introduzida no Rio de Janeiro desde o século XIX pelo engenheiro civil e botânico Glaziou.
 

Bromélia Tillandsia stricta


Bromélia Tillandsia stricta

O verão já chegou ao fim e quase ia me esquecendo de destacar uma bromeliácea que despertou bastante meu interesse e atenção desde o final do ano passado, quando sua inflorescência simultânea em vários pontos da cidade coloriu os troncos das mais diversificadas árvores da zona sul carioca.

Segundo "O Grande Livro das Plantas de Interior" - Seleções do Reader's Digest" (1982), as bromeliáceas são plantas em forma de roseta, de origem tropical em sua maioria, que diferem da maior parte das outras plantas por absorverem elementos nutritivos e umidade pelas folhas, e não por meio das raízes, que, especialmente no caso das bromeliáceas epífitas, têm função basicamente de suporte.

Esse é o caso da bromélia Tillandsia stricta, em destaque na foto que inicia o post, tirada no início do mês de março, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, próximo ao "jardim japonês".

É interessante notar que as flores dessa bromélia são na verdade minúsculos pontos arroxeados que raramente excedem 1 cm e que emergem de brácteas (escape floral que sai da roseta) muito compactas, de coloração rosada e bastante decorativas (o detalhe só pode ser observado com a imagem ampliada).

Notei, pessoalmente, que as brácteas dessa espécie, ao emergirem, encontram-se ainda esbranquiçadas e vão intensificando sua cor aos poucos, à medida que crescem e projetam-se para fora da roseta.

Outro dado curioso é que, enquanto as flores são de breve duração, as brácteas podem manter-se atraentes durante várias semanas. E, em regra, cada roseta floresce apenas uma vez, para depois morrer lentamente, o que torna o registro de sua floração um momento único, como tudo na natureza.



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A Árvore que Fugiu do Quintal


Elenco do musical infantil, 'A Árvore que Fugiu do Quintal',
dirigido por Zé Helou - (Foto: Divulgação)

Diante do turbilhão de acontecimentos no país nos últimos dias, cheguei a cogitar passar essa semana sem publicar nada aqui no blog. Estava decidido a levar essa ideia adiante, não houvesse assistido o excelente musical infantil A Árvore Que Fugiu Do Quintal, em cartaz até o dia 29 de maio, aos sábados e domingos, 16h, no espaço Oi Futuro, localizado no bairro do Flamengo (Rua Dois de Dezembro, 63), no Rio de Janeiro.

Engana-se quem pensa se tratar de história que desperte o interesse apenas do público infantil. A narrativa é capaz de emocionar crianças e adultos - pessoalmente, fiquei com os olhos marejados em ao menos dois momentos - e traz uma reflexão muito séria, embora tratada de maneira lúdica, sobre como nosso modo de viver tem contribuído severamente para a destruição do meio ambiente.

A nova montagem, idealizada e dirigida por Zé Helou, que com nove anos de idade assistiu e se encantou com a primeira montagem, dirigida na década de 90 por Isaac Bernat, tem texto de Ricardo Hofstetter, adaptado do livro homônio de Alvaro Ottoni de Menezes, lançado originalmente em 1981.

A peça conta a história de uma Árvore (Tatih Köler) que, para escapar da morte após a venda do terreno a um empreendedor, e contando com a ajuda de Joãozinho (Saulo Segreto) e seus amigos, aprende a andar e sai em busca de um lugar onde as pessoas ainda valorizem a natureza.

No caminho a Árvore depara-se com outras vítimas das ações humanas, um Pássaro que perdeu suas cores (Mariah Viamonte), a Chapeuzinho Vermelho (Cacá Ottoni) que ficou cinza e o Peixe Fora D'água (Reiner Tenente) que fugiu da água poluída do mar.

Há, ainda, outros personagens interessantes, como o Intelectual (Saulo Segreto) que é detentor de grande inteligência, mas só vive no mundo das ideias, e o Jardineiro (Reiner Tenente), que acompanha e cuida da Árvore no final de sua jornada, sendo também o que mais se assemelha às crianças, pela pureza de sentimento que nutre em relação à Árvore.

A atuação do elenco é impecável, o figurino e o cenário, de Clivia Cohen, são de altíssimo nível, e as músicas, de Vinicius Castro e direção musical de Alexandre Queiroz, são executadas ao vivo, o que torna o espetáculo ainda mais especial.

Deixo aqui um convite ao leitor para que assista o musical com seu filho, sobrinho, neto, afilhado, etc.. Quem sabe assim, nas palavras do diretor cultural do Oi Futuro, Roberto Guimarães, você possa "recontar as aventuras dessa árvore... E mais ainda: desejar plantar uma árvore...".



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Floração do Abricó-de-macaco


Abricó-de-macaco (Couroupita guianensis)
aleia Custódio Serrão - Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Oi amigos, tudo bem? No último sábado (12 de março), com alguns dias de atraso, fui conferir na aleia Custódio Serrão, no Jardim Botânico, a floração do Abricó-de-macaco (Couroupita guianensis), que ocorre normalmente nos meses de setembro a fevereiro.

Segundo o "Guia de Árvores notáveis - 200 anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro", organizado por Paulo Ormindo e ilustrado por ele e Malena Barretto, trata-se de "uma das mais notáveis árvores tropicais do mundo". 

Sua origem é controversa, mas é provável que seja nativa das Guianas, habitando as margens inundáveis de rios. "Couroupita", na denominação indígena, significa justamente "Guianas", onde teria sido encontrada pela primeira vez.

É de fato uma árvore de encher os olhos, além de ser muito peculiar: suas flores, de cor avermelhada, nascem diretamente do tronco.

Flores de Abricó-de-macaco (Couroupita guianensis)
(clique para ampliar)

Curiosamente, apesar de sua extrema beleza, não é indicada para o paisagismo, já que os frutos, que mais parecem uma bola de boliche ou de basquete, são muito pesados.

Os frutos têm uma polpa azulada e apresentam uma grande quantidade de sementes, muito apreciadas pelos animais, inclusive macacos, claro. Por sorte, consegui registrar um dos frutos caído no chão, com parte das sementes à mostra.

Fruto de Abricó-de-macaco (Couroupita guianensis)
(clique para ampliar)

Esse ano, ao contrário do anterior, parece estar sendo bem generoso com as árvores. Espero poder retornar em breve para trazer mais novidades a vocês. Até!



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E o Óscar vai para...o Jambo-vermelho!


Flor de Jambo-vermelho (Syzygium malaccense)

No último domingo (28 de fevereiro), enquanto as atenções estavam voltadas para as celebridades de Hollywood, a aleia Guilhermina Guinle, no Jardim Botânico do Rio, que fica próxima ao Orquidário, oferecia um espetáculo digno de várias estatuetas da Academia.

Antecipando-se à chegada do outono, exemplares jovens de Jambos-vermelhos (Syzygium malaccense) iniciaram sua floração, tingindo o solo de belos "tapetes" em tons purpúreos.

Segundo o “Guia de Árvores notáveis – 200 anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro”, o jambeiro é árvore nativa da Malásia que se adaptou muito bem no Brasil, embora não suporte os locais mais frios. Tem vida longa e porte mediano, podendo atingir até 20m de altura.

Normalmente, floresce nos meses de abril a junho e frutifica nos meses de junho a outubro, mas não foi o que aconteceu dessa vez, talvez por conta do fenômeno El niño que, sabidamente, interfere no clima da América do Sul, embora ainda não haja consenso sobre seu papel no aquecimento global.

As flores são descritas como de cor vermelha (daí o nome popular Jambo-vermelho), mas a verdade é que onde alguns enxergam o vermelho só consigo ver o rosa. Elas se destacam pelos longos e numerosos estames (folhas modificadas onde se formam os gametas masculinos da flor), que são os responsáveis por conferir o aspecto de "tapete", quando reunidos no chão.

"Tapetes" de flores de Jambo-vermelho (Syzygium malaccense)
(clique para ampliar)

Retornando ao Óscar, como é do conhecimento de todos, o ator Leonardo DiCaprio ganhou sua primeira estatueta (finalmente!). Em seu discurso falou sobre a ameaça das mudanças climáticas e declarou que não encarava as noites de premiação como algo garantido a se repetir no futuro.

Por essa razão, dedico o post de hoje em sua homenagem, aproveitando para convidar o leitor ao desfrute dessa "celebridade" do mundo natural que é o Jambo-vermelho, enquanto isso ainda é possível.



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