Hoje é o Dia Internacional da Biodiversidade


Integrante da tribo indígena Huni Kuin
(a cobra tem status de divindade em sua tradição)

Hoje (22 de maio) comemora-se o Dia Internacional da Biodiversidade, conforme a Convenção da Diversidade Biológica (Convention on Biological Diversity), aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92).

Com a celebração da data espera-se conscientizar a população mundial acerca da importância da diversidade biológica e da necessidade de utilização sustentável de seus componentes biológicos.

O objetivo declarado deste blog, como se lê na página Sobre, é semear a consciência ambiental, o que se relaciona diretamente com a necessidade de preservação da biodiversidade. 

Ali também sustentamos que uma visão antropocêntrica da vida é uma das principais causas do quadro atual de desequilíbrio ambiental. De fato, não só uma visão antropocêntrica de mundo, como aquela que pretende excluir por completo as necessidades humanas do contexto ambiental mostram-se extremadas e, desse modo, equivocadas.

Devemos reconhecer, contudo, que a espécie humana vem causando um grande impacto negativo no meio ambiente mundial. A crise do aquecimento global, a crise hídrica, o crescimento desordenado das cidades, a economia de mercado globalizada, a cultura consumista e a violência massificada nos grandes veículos de comunicação colocam em xeque o modelo de sociedade que ainda vivenciamos.

Porém, alguns grupos étnicos e culturais, destoantes da sociedade globalizada, ainda podem nos indicar caminhos alternativos. Vejamos o caso de nossos aborígenes: já se chegou a afirmar, não sem razão, que a concretização de valores alcançada por algumas comunidades indígenas aponta para verdadeiras "utopias" de nossa sociedade contemporânea: a conquista da paz social e da convivência harmônica com a natureza.

Em evento ocorrido no Parque Laje (RJ), em julho de 2014, tivemos a oportunidade de confirmar essa constatação. Passamos uma longa tarde com alguns integrantes da tribo indígena Huni Kuin, originário do Acre, que ergueu no Parque uma oca de dez metros de altura, feita de madeira e palha, denominado "Espaço de Cura", onde puderam transmitir aos visitantes sua cultura e o modo de se relacionarem com o meio ambiente.

Chamou-nos a atenção o fato daquela tribo estar plenamente integrada com o meio ambiente, chegando mesmo a estampar em sua face o couro de cobra, que em sua cultura chega a alcançar o status de divindade, como se observa nessa foto.

Por outro lado, a economia de uma comunidade indígena, contrariamente à economia de mercado, apresenta traços de mera subsistência. Os excedentes são guardados para serem usados em eventos festivos ou para a expressão artística, como na confecção de adornos de um cocar, como o da foto a seguir.

Integrante do povo indígena Huni Kuin (cocar feito de penas de aves, com
destaque para as do Gavião-real, ao centro)

Em suma, e para não nos estendermos em demasiado, embora os povos aborígenes não tenham alcançado o nível de conhecimento intelectual e tecnológico das sociedades contemporâneas, ainda nos podem ensinar a amar e respeitar a natureza, e a conviver harmonicamente com todas as formas de vida.

De nossa parte, pretendemos seguir firme no estímulo à consciência ambiental, de acordo com a máxima do poeta Mario Quintana, que certa vez escreveu: "O segredo não é correr atrás das borboletas, é cuidar do jardim para que elas venham até você..."

Esperamos poder continuar contando com sua leitura, comentário e divulgação do nosso blog a seus amigos e nas redes sociais. E viva a biodiversidade!



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